Sábado, 29 de Janeiro de 2022
Política Análise

Análise: Sem Zequinha, Helder perde (muita) força no sudeste do Pará

Zequinha se filiou ao PL, novo partido de Bolsonaro, e levou consigo o delegado Eguchi, ex-senador Mário Couto, Reinaldo Zucatelli, do grupo Zucatelli de Marabá e muitos outros

22/12/2021 às 19h38
Por: Gazeta Carajás
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Análise: Sem Zequinha, Helder perde (muita) força no sudeste do Pará

Na tarde desta quarta-feira (22), o senador Zequinha Marinho se filiou ao Partido Liberal (PL), o mesmo do presidente Jair Bolsonaro. Com isso, fica claro que os caminhos do senador e do governador Helder Barbalho estão divididos - cada um agora segue a política a sua maneira, deixam de ser aliados e dão início a uma briga que vale o governo do Pará. Zequinha é algo inédito na disputa política paraense: uma terceira via, alguém que chega com chances a uma disputa que sempre esteve polarizada.

Consigo, Zequinha levou o delegado Eguchi, segundo colocado nas eleições para a Prefeitura de Belém em 2020, Rogério Barra, filho de Éder Mauro, Mário Couto, ex-senador, Reinaldo Zucatelli, do Grupo Zucatelli de Marabá, e outros tantos.

Com isso, Helder perde muita força no sul e sudeste do Pará. Líder política da região, Zequinha era um fator que contribuía para Barbalho durante os anos em que foram aliados. Agora, Barbalho, que sempre tem a gestão, a eficiência e até mesmo o caráter questionados, vai ter um adversário a altura na região e deve perder parte do eleitorado que conquistou.

A decisão de Zequinha muda tudo para a região de Carajás. Empresários, ruralistas, lideranças evangélicos e até prefeitos podem acompanhar o senador na disputa. No resto do estado, Zequinha pode se beneficiar também da força do bolsonarismo, que, sim, anda capenga, mas que continua sendo fator determinante para a complicada matemática eleitoral. 

 

 

 

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