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Canaã dos Carajás Política

Franklin Almeida esclarece áudio polêmico que circula em Canaã dos Carajás

Polêmico e convicto de suas ideias, Franklin Almeida concedeu entrevista para explicar melhor o áudio que gravou durante discussão nas redes sociais e afirmou que não pode multar ninguém nem que quisesse. “Respeito muito os eleitores do Bolsonaro, são meus amigos. Mas os fanáticos eu comparo ao nazismo. Já recebi ameaça de morte”

07/03/2023 17h46 Atualizada há 7 dias
Por: Kleysykennyson Carneiro
Franklin Almeida esclarece áudio polêmico que circula em Canaã dos Carajás

O servidor público efetivo de Canaã dos Carajás, Franklin Almeida, está no centro das discussões políticas que tomam as redes sociais do município. Em polêmico áudio, Frank, que é servidor da Secretaria Municipal de Segurança Pública Viária (Semspuv), antiga Settran, afirma que ao ver a logo do ex-presidente Jair Bolsonaro em veículos, faz a consulta da placa de imediato para ver infrações e verificar questões administrativas. “Sempre tem mandado de busca e apreensão, é ‘finan’, tá atrasado. Pensa em um povo que só fala de coisas sérias e honestas, mas não dá conta de cumprir a lei.”

A fala, que ocorreu em um momento de debate nas redes sociais, pegou mal para Franklin. Nas redes sociais, o áudio se espalhou como fogo em palha seca e surgiu a polêmica de que Frank, que defendeu a eleição do presidente Lula em 2022 e atua na Semspuv, estaria multando eleitores do ex-presidente Bolsonaro.

A polêmica chegou à Câmara Municipal e o vereador Chefinho usou as redes sociais para falar sobre o caso. O parlamentar disse que enviou nota de repúdio à secretaria responsável pelo trânsito e afirmou que a conduta do servidor não é aceitável.

Procurado pela reportagem, Franklin afirmou que sua fala não foi interpretada da forma correta por essas pessoas. Conforme explicou, só quem pode aplicar multas são agentes de trânsitos e, desde o ano de 2018, Frank já não faz este trabalho de campo. “A minha função dentro da secretaria hoje é a coordenação de sinalização. Trabalho com sinalização, sou coordenador. Estou fora da fiscalização há cinco anos, apesar de ser agente concursado desde 2009. Eu não posso autuar ninguém. Primeiro porque estou em outra função e segundo porque não tenho sequer as ferramentas. Então, nem que eu quisesse poderia multar atualmente.”

O servidor explicou melhor o conteúdo do áudio e destacou que, por uma questão de curiosidade de cidadão, tem o hábito de consultar placas de veículos que possuem a logo do ex-presidente, mas não para aplicar multas. As consultas são liberadas a qualquer cidadão no site do Detran, explicou Frank, basta colocar a placa. “Eu acredito que a pessoa que está irregular é falsa em suas cobranças. Não estou levando em conta a condição financeira, mas sim a questão política. Se eu estou cobrando o certo, é porque eu tenho que fazer o certo. Se um cidadão cobra moralidade, ética, transparência, ordem e progresso, ele tem que cumprir as suas obrigações. O cidadão tem seus direitos, mas também tem seus deveres. Quem anda irregular pode cobrar, mas não pode dizer que o outro lado é bandido, é preguiçoso. Às vezes quem é lulista cumpre muito mais com as suas obrigações do que os bolsonaristas.”

Questionado, Franklin é categórico ao afirmar que jamais multaria alguém que pensa diferente dele. “O agente de trânsito não pode fazer isso e eu não faria. A função não é essa. O objetivo do fiscalizador não é esse. São autuados condutores que cometem irregularidades, independente da sua crença ou ideologia política. Eu não olho para nada disso. Só autuaria pessoas que estivessem cometendo infrações.”

O servidor público também explicou que nutre o mais absoluto respeito por quem votou no ex-presidente. “Respeito muito os eleitores do Bolsonaro, são meus amigos. Agora, eu debato com os fanáticos. O fanatismo bolsonarista é agressivo, é perseguidor e até, em alguns casos, assassino como já foi comprovado. Eu equiparo o fanatismo ao nazismo. As ideologias fanáticas precisam ser combatidas. Eu mesmo já recebi diversas ameaças de morte porque eu sou do lado do Lula e contesto o bolsonarismo. Minha postura é de respeito a essas pessoas, mas eu não concordo e vou debater.”

Frank disse que não se arrependeu do áudio enviado, pois não está infringindo leis e nem faltando com a verdade. “Eu tenho esse hábito de consultar as placas, mas não como agente de trânsito. Não vou me arrepender porque tenho esse hábito de consultar qualquer placa, principalmente de motocicleta, desde que eu era agente. Mas isso eu faço para qualquer cidadão e não apenas para quem é bolsonarista. Não faço consulta com base no meu trabalho, mas sim como curiosidade de cidadão.”

O agente divulgou um vídeo nas redes sociais em que fala, mais uma vez, sobre o caso. Confira abaixo:

 

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