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Tremor do dia 23 de janeiro foi o maior já registrado na história de Canaã dos Carajás

Tremor de magnitude 3,9 foi sentindo por moradores de Canaã, causou sustos, mas não trouxe danos a estruturas. Até então, tremor mais forte havia sido registrado em 2016. É impossível saber quando novos tremores acontecerão

24/01/2023 às 10h19
Por: Kleysykennyson Carneiro
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Tremor do dia 23 de janeiro foi o maior já registrado na história de Canaã dos Carajás

A terra tremeu em Canaã dos Carajás. O evento sísmico foi registrado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e aconteceu às 02:34 da madrugada de segunda-feira (23). Alguns moradores de Canaã se manifestaram através das redes sociais e relataram que sentiram o tremor de terra.

O evento sísmico, de acordo com o geofísico Bruno Collaço da USP, é o maior já registrado em Canaã com magnitude 3,9 na Escala Richter. O abalo acabou superando o tremor de 2016, que teve magnitude 3,8, e era, até então o maior já ocorrido na região da Terra Prometida.

Apesar do susto, tremores deste tipo não costumam causar danos, como explicou Bruno Collaço. “Pode assustar e gerar desconforto nas pessoas, mas não temos nenhum relato de danos causados. Eventos dessa magnitude geralmente não causam danos.”

O Gazeta questionou ao geofísico e ao Centro de Sismologia sobre as possíveis causas do abalo. “Estes tremores podem, na verdade, ocorrer em qualquer parte do Brasil e na maioria dos casos são causados por pressões geológicas movimentando pequenas fraturas na crosta terrestre.”

Nas redes sociais, muito se falou sobre a possibilidade do tremor ter sido causado pela ação humana. De acordo com Bruno, é possível que a atividade do homem provoque abalos na terra, mas não é simples provar que determinado evento foi desencadeado por ações da humanidade. “São necessários estudos bem detalhados, com dados de muitas estações e monitoramento contínuo.”

O Centro de Sismologia explicou ainda que a medição de tremores é feita por meio de estações sismográficas (sismômetros), que monitoram o movimento do chão. Desde 1980, os tremores são monitorados no Brasil, mas, apenas em 2010, o Brasil começou a monitorar sua sismicidade de forma contínua através da implantação da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). A rede é mantida até hoje pelas universidades de São Paulo, Brasília, Rio Grande do Norte e pelo Observatório Nacional. A empresa estatal Serviço Geológico do Brasil também apoia a RSBR.

Apesar do monitoramento contínuo, Bruno explicou que a humanidade ainda não é capaz de determinar quando novos tremores de terra acontecerão. “Não há como prever terremotos. Muito dinheiro já foi gasto em pesquisas nesse sentido no mundo, mas nenhum resultado positivo foi atingido até hoje.”

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