Publicidade

É preciso amar ou odiar Alexandre de Moraes

Kleysykennyson Carneiro: Desde as eleições de 2022, dois grupos se formaram no Brasil: os que amam e os que odeiam Moraes. A qual grupo você pertence?

11/01/2023 às 16h39
Por: Kleysykennyson Carneiro
Compartilhe:
É preciso amar ou odiar Alexandre de Moraes

O único ministro indicado pelo presidente mais impopular da história, Michel Temer, é, sem sombra de dúvidas, a grande figura do complicado tabuleiro político brasileiro – pelo menos nos últimos seis meses.

Alexandre de Moraes tomou posse como ministro do STF em março de 2017. Ele foi escolhido por Temer como o substituto de Teori Zavascki, que morreu em um trágico acidente de avião. À época, a escolha foi elogiada por muitos e criticada por outros tantos, incluindo parte significativa da esquerda brasileira, que não engolia nada que viesse de Temer.

Meia década se passou e Moraes se tornou presidente do Tribunal Superior Eleitoral, bem às vésperas da eleição mais polarizada da história do Brasil. Tomou para si a árdua missão de conduzir o pleito, instaurar ordem no Brasil e garantir que a democracia fosse respeitada.

Ao longo dos últimos seis meses, uma verdade precisa ser dita: Moraes foi implacável na batalha contra as falsas informações que estão, como um projeto de poder, decidindo eleições no mundo inteiro – e que ajudaram a definir no Brasil desde 2018.

Cheio de poder, Moraes mandou prender muita gente responsável por espalhar mentiras, também suspendeu redes sociais de outros tantos e travou uma guerra contra bolsonaristas. Assim, se transformou no personagem polêmico que é hoje: odiado por uns e amado por outros.

Sinto-me deslocado.

Não amo e não odeio o Xandão.

Não entendo nada de direito, mas como cidadão brasileiro, tenho direito a uma opinião e acho que Moraes acertou e errou muitas vezes.

Acerta ao ser implacável contra as informações falsas.

Erra ao iniciar guerras e exaltar ânimos que não precisariam ter sido iniciadas ou exaltados.

Mas eu não sou o senhor da razão de nada e posso estar errado. De repente, Xandão é, de fato, o maior guardião da democracia, como acredita parte da esquerda que já o odiou.

De repente, Xandão é o anticristo que dizem os bolsonaristas cegos pelo ódio e pela sede de poder.

Por isso, o título desta coluna não é uma pergunta, mas sim uma afirmação. É preciso amar ou odiar Alexandre de Moraes e ser execrado por um dos lados.

Eu, pária social, que nem amo ou nem o odeio, peno e serei massacrado pelos dois lados. Mas tudo bem – democracia dicotômica que segue.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Kleysykennyson Carneiro
Sobre o blog/coluna
Kleysykennyson Carneiro é jornalista e escritor.
Ver notícias
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,07 -0,03%
Euro
R$ 5,53 -0,27%
Peso Argentino
R$ 0,03 -0,07%
Bitcoin
R$ 123,676,53 +0,10%
Ibovespa
114,244,79 pts -0.02%
Publicidade