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60 dias de tristeza: há 2 meses, jovens sumiam em Novo Repartimento e nunca mais seriam vistos com vida

No dia 24 de abril, Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luís da Silva Teixeira e Wilian Santos Câmara saíram de suas casas para uma caçada. Foram encontrados dias depois, mortos, com sinais de tortura, dentro da reserva indígena Parakanã. Familiares lutam para que crime não seja esquecido

24/06/2022 às 17h09
Por: Kleysykennyson Carneiro
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60 dias de tristeza: há 2 meses, jovens sumiam em Novo Repartimento e nunca mais seriam vistos com vida

 

Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luis da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara saíram de suas casas, em Novo Repartimento, no dia 24 de abril de 2022, domingo, para uma caçada. Depois disso, os jovens nunca mais foram vistos com vida. Ao longo de uma semana, a população de Novo Repartimento, com o apoio de forças de segurança nacionais, realizou intensas buscas pelos três jovens e a esperança sempre foi de que estivessem vivos, apenas perdidos na mata.

No entanto, a esperança deu lugar ao sentimento de tristeza e comoção em toda a sociedade local no dia 30 de abril. Três corpos foram encontrados dentro da Reserva Indígena Parakanã, em uma cova rasa, com as mãos amarradas para trás e sinais de tortura no corpo. A suspeita é de que Cosmo, José Luis e William foram enterrados vivos por seus algozes. O que não foi confirmado até hoje.

Diante do macabro triplo assassinato, um clima de tensão tomou conta de Novo Repartimento. Indígenas Parakanãs se tornaram os principais suspeitos do crime e receberam, por parte de algumas pessoas de Repartimento, ameaças de morte. Mesmo após a localização dos corpos, a Força Nacional permaneceu em Novo Repartimento para evitar que um confronto acontecesse. Durante semanas, o clima foi pesado e as informações são de que, até hoje, indígenas não visitam mais a sede do município.

Em maio, familiares dos jovens foram a Brasília na sede do Ministério da Justiça, na companhia do advogado Cândido Lima Júnior e do deputado federal Joaquim Passarinho. Na ocasião, além da entrega de um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas ao ministro da Justiça, Anderson Torres, os familiares pediram que o caso não fosse esquecido e que a justiça fosse feita o quanto antes. Na data, foi prorrogada a presença da Força Nacional em Novo Repartimento e o ministro garantiu celeridade nas investigações.

60 dias depois do crime, no entanto, pouca coisa mudou. A Polícia Federal está à frente das investigações, mas elas ocorrem em sigilo. Não sequer sinais de qualquer elucidação do caso, e as famílias carregam em si o sentimento de que “estão no escuro”.

Na última segunda-feira (20), familiares e amigos das vítimas estiveram na sede da Justiça Federal em Tucuruí para uma manifestação pacífica. Na ocasião, o advogado Cândido Lima e familiares se reuniram com representantes do Ministério Público Federal para solicitar os laudos periciais do caso.

Ainda sem respostas, a ferida pela precoce morte dos jovens parece longe de ser fechada. Por meio das redes sociais, familiares continuam se manifestando e clamando por justiça. O que a família menos quer é que o caso caia no esquecimento popular, visto que, assim, as investigações podem se tornar ainda mais lentas.

O Gazeta Carajás vai entrevistar na próxima segunda-feira, às 18h, o advogado Cândido Lima Júnior. A entrevista será ao vivo no Instagram do Gazeta. O jurista vai falar sobre os desdobramentos do caso e as ações que a família tem tomado para cobrar elucidação mais rápida dos assassinatos.

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