Sábado, 01 de Outubro de 2022
Opinião Política

COLUNA | Quero ver falar na cara

O que seria dos machões do Debate Político Canaã sem os grupos de Whatsapp, Facebook e afins? Seriam, naturalmente, o que são: covardes com o rabo entre as pernas. Na segurança dos smatphones é fácil falar o que se bem entende

27/05/2022 às 19h52
Por: Kleysykennyson Carneiro
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COLUNA | Quero ver falar na cara

Uma reflexão me ocorreu hoje: se voltássemos todos à era pré-histórica, tipo anos 90, início dos anos 2000, quando não havia redes sociais – nem Twitter, muito menos o Whatsapp – o que seria dos valentões de grupos como Debate Político, Portal Canaã, Realidade Canaã, Gazeta Carajás, entre outros?

É curioso este exercício. Vemos diariamente os machões – escrotos com muito, muito orgulho – apontando dedos, julgando, espalhando informações falsas, mentindo, gritando, criticando, colocando defeito em tudo e em todos. Os machões seguem padrões: se comunicam por áudio, porque não aprenderam a ler ou escrever direito, gritam, se julgam donos da verdade e acreditam que são donos de Canaã, senhores da política, patrões absolutos de toda a gente.

Esses machões têm tempo de sobra pra falar e falam. O dia todo sem parar. Faça o teste. Diga algo que você sabe que vai desagradá-lo. O machão responde em minutos. Ele vai te xingar, te chamar de veado, ou de fascista, ou de lulista, ou bolsonarista, ou vendido. Não tem erro. Você provoca, o machão responde.

Os machões, na verdade, são covardes. São seres iletrados, alguns por decisão própria, ignorantes, que se acham donos do bem e do mal. Não conseguem escrever três palavras seguidas, por isso gravam áudios gritando. E só pra esclarecer, nem todo mundo que manda áudio se encaixa nesse perfil. E nem todo mundo que é iletrado é um machão escroto de Whatsapp – eles são minoria, inclusive. Mas uma minoria barulhenta, violenta e incômoda.

Mas são covardes. Em eras pré-históricos, os machões jamais diriam 10% do que falam em grupos de Whatsapp e Facebook. Estes seres ignorantes se sentem seguros por trás das telas – de alguma forma, os algoritmos das redes sociais permitem sensação de segurança, saciedade, impunidade.

O que eu queria ver mesmo é essa gente no corpo a corpo, no dia a dia, dizendo na cara aquilo que falam de seus sofás.  Eles jamais falariam.

Temos exemplos práticos aqui mesmo em Canaã. O líder político com mais votos da história do município recebe críticas de muitos destes machões pra lá de escrotos através das redes sociais. Foi assim antes e é assim agora às vésperas das eleições.

Quando as eleições chegam, no entanto, a história muda: o líder político arrebenta nas urnas, apesar das ferrenhas críticas dos machões senhores da política. Foi assim antes e vai ser assim quando chegar a hora de ser.

Os machões, na verdade, não formam opinião de ninguém. Na verdade, não entendem nada da política de lugar nenhum – mal sabem ler. E, na hora de falar na cara, se calam, porque a covardia os rege. Se precisassem falar qualquer coisa na frente, na vida real, colocariam o rabo entre as pernas e pediriam pra sair. É fácil falar o que se bem entende através de celulares.

Falar na cara é pros fortes. O mundo real é bem diferente da ladainha esquizofrênica das redes sociais.

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