Terça, 17 de Maio de 2022
Polícia Sem chance de defesa

PM da reserva acusado de integrar milícia é assassinado em Marabá

PM da reserva, Adalto foi assassinado com tiros na cabeça na Mangueira. O policial militar da reserva havia sido preso em 2007 acusado de ser membro de um grupo de extermínio

02/05/2022 às 09h42
Por: Gazeta Carajás
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PM da reserva acusado de integrar milícia é assassinado em Marabá

No final da tarde desta sexta-feira (29), dois homens atacaram o policial militar da reserva remunerada, Adalto Lopes de Souza, e o mataram a tiros. O crime aconteceu na Folha 14 (Nova Marabá), na Avenida Transmangueira, perto do chafariz do bairro. O policial já tinha sido preso em 2007, acusado de integrar uma milícia.

De acordo com o que foi apurado, três homens chegaram de carro ao local onde a vítima estava, um deles desceu do veículo e atirou na direção de Adalto, que, baleado com tiros na cabeça, não resistiu e morreu ali mesmo no local. Ele estava bebendo com amigos, quando foi surpreendido pelos pistoleiros.

Os criminosos fugiram no veículo, que segundo os populares, seria um Celta de cor cinza, mas essa informação não chegou a ser confirmada. Vídeos e fotos em grupos de WhatsApp mostram pessoas tentando socorrer o PM reformado, mas ele já estava sem vida.

 

Averiguação

Uma pessoa com a cabeça enfaixada e manchas de sangue no corpo deu entrada no Hospital Municipal de Marabá (HMM), alegando ter sido agredido com um taco de sinuca. Como a situação chamou atenção, policiais foram até o local e mantiveram o homem sob vigilância até a situação ser esclarecida.

Por telefone, o coronel Dayvid Sarah Lima, comandante do 2º Comando de Policiamento Regional (CPR-II), disse que, até por volta das 21h30, ninguém havia sido preso formalmente e que a equipe médica do hospital daria um parecer sobre a lesão na cabeça do paciente, para confirmar se o corte foi mesmo proveniente de um taco de sinuca ou não.

 

“Operação Matamento”

Em 27 de junho de 2007, Adalto foi preso junto com outros cinco policiais militares, pela Polícia Federal, durante a “Operação Matamento”, que investigava a atuação de um grupo de extermínio, tráfico de drogas e extorsão. Na ocasião, foram presas mais nove pessoas, totalizando 15 presos. Naquela ocasião, Adalto já estava na reserva da PM.

O nome “Matamento”, usado na operação da PF, de acordo com explicação do delegado Marcelo Queiroz, que investigava o caso, é uma referência a uma gíria utilizada para designar matança.

 

(Chagas Filho - Correio de Carajás)

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