Terça, 17 de Maio de 2022
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COLUNA | Tá provado: Zequinha é caldo de peteca

Não adianta esperneio do bolsonarismo mequetrefe: Zequinha é mais fraco do que todo mundo pensava. Vai ser humilhado por Helder e, se não houver mudanças bruscas, nem 2º turno vai ter

19/04/2022 às 20h40 Atualizada em 19/04/2022 às 23h16
Por: Kleysykennyson Carneiro
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COLUNA | Tá provado: Zequinha é caldo de peteca

Saiu ontem a primeira pesquisa para governador do Pará em 2022 e as notícias não são nada boas para Zequinha Marinho (PL) e sua trupe. O atual governador do Pará, Helder Barbalho, está nadando de braçadas a frente do irrelevante senador da república paraense e lidera as pesquisas com 60% das intenções de voto. Sei que não é nada bom chamar um político de Carajás de irrelevante, mas no caso de Zequinha é a franca justiça.

A pesquisa que coloca Helder tão a frente de Zequinha e os demais foi feita pela empresa Real Time Big Data e é importante ressaltar que foi encomendada pela Record TV paraense, emissora que mais recebe verbas publicitárias do governo de Bolsonaro - que está apostando fichas e mais fichas que Zequinha vai vencer aqui no Pará. Tenho certeza que a Record, que é um puxadinho do Palácio do Planalto, jamais manipularia resultados para desfavorecer um amigo tão íntimo do presidente.

A pesquisa mostra o óbvio: Zequinha Marinho é fraco que nem caldo de peteca, como diz a expressão regional. Mas isso, nós que somos de Carajás, já até imaginávamos. Zequinha, que é de Conceição do Araguaia, não tem expressão nenhuma na região. Foi eleito senador nas coxas, impulsionado por currais eleitorais de igrejas (ops, falando demais, vou riscar) pela parceria com pastores da região e absolutamente nada fez nos quatro anos que está em Brasília.

O mais importante: o fraco Zequinha sabe que não vai ser eleito. Ele sabe. Talvez não tenho dito a Bolsonaro que sabe, mas ele sabe.

Na cabeça de Marinho e de seus correligionários, essa candidatura se justifica para ganhar corpo para 2026, quando Helder vai encerrar seus oito anos de mandato. Em 2026, nas contas de padeiro de Zequinha, ele será o ungido para governar o Pará. Então, na prática é isso: ganhar corpo, notoriedade para vir com força daqui quatro anos; perder hoje pra ganhar amanhã. Importante tomar nota: Zequinha, mesmo se candidatando ao governo, continua senador.

Não estou aqui para dizer como será a política no Pará daqui quatro anos. Tudo muda rápido demais e é capaz, sim, de Zequinha ter força para a disputa. A pauta, no entanto, é o hoje: Zequinha é fraco.

E Helder, forte, vence no primeiro turno.

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